As instalações do Instituto Correcional da Ilha Anchieta, localizado em Ubatuba (SP), foram permanentemente desativadas em 1955 após uma das rebeliões prisionais mais violentas e sangrentas da história do Brasil.
O fechamento definitivo do complexo ocorreu devido aos desdobramentos de uma megarebelião iniciada em 20 de junho de 1952. Na ocasião, os detentos renderam os policiais e funcionários civis da colônia, roubaram armas e tentaram fugir em massa utilizando barcos e lanchas em direção ao continente.
O confronto violento resultou na morte oficial de 118 pessoas (incluindo 108 presos, policiais e funcionários).
Durante o motim, os presos incendiaram as estruturas administrativas, destruindo os arquivos históricos, prontuários e processos criminais.
Diante da destruição total do local e da evidente falha de segurança, o governo do Estado decidiu fechar a penitenciária em 1955. Os detentos sobreviventes foram transferidos para a Casa de Custódia de Taubaté.
Em março de 1977, toda a área foi transformada em uma Unidade de Conservação com a fundação do Parque Estadual da Ilha Anchieta. Atualmente, as ruínas dos antigos pavilhões do presídio servem como atrativo histórico-cultural e turístico aberto à visitação pública, cercadas pelas praias preservadas e pela Mata Atlântica nativa da região.
Foto original em pt&br, colorização digital, foto raríssima pelo ângulo que foi feita a foto.
JOSE ROBERTO PIRES
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