Lá na Fazenda Jundiaquara , todo mundo sabia: ninguém passava depois do entardecer perto daquela casa velha. Diziam os mais velhos que na caixa d’água aparecia um homem pendurado, balançando devagar… e que era o coitado de um escravo, que não aguentou mais a maldade da sinhá má.
Mas nós, crianças arteiras? Claro que fomos ver!
Escondemos os chinelos na moita, nos aproximamos de pé de vento, coração batendo até na orelha. De repente: ali estava! A sombra comprida, balançando… e até parecia gemer!
— CORRE QUE ELE VEM PEGAR! — berrei, e saímos disparados como se o diabo estivesse com as botas atrás! Pulamos valas, tropeçamos em raiz, um até esquecia de respirar kkkk .

Comentários