quinta-feira, 24 de maio de 2012

UBATUBA 1957....TRAGEDIA NA ILHA ANCHIETA.....Confira a história...


Avião DC - 3 , modelo o qual se chocou c/ o Morro do papagaio -Ilha Anchieta-Ubatuba-1957 - Imagem de Arquivo Blog UBATUBENSE




Na noite de 10 de abril de 1957, um avião DC-3 chocou-se  c/ o Morro do Papagaio , na Ilha Anchieta , em Ubatuba -SP, eu fiquei devendo a verdadeira história...Confira ela agora .....


Na noite de 10 de abril de 1957, por volta das 18h20, o Douglas DC-3 (C-47)
pertencente ao Consórcio Real-Aerovias-Nacional, prefixo PP-ANX e nº de série13.048
chocou-se com o Morro do Papagaio, na Ilha Anchieta, próximo a Ubatuba, no Litoral
Norte do Estado de SãoPaulo.
A aeronave, que saíra do Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, às 17h30 e
deveria pousar em Congonhas às 19h00, voava no meio de uma tempestade,
transportando 26 passageiros. Era pilotada pelos comandantes Pedro Luis Dias Ferreira
(34) e Igor Konovaloff (25), o radiotelegrafista José Vandranel (22) e o comissário de
bordo Leonard Steagall (27).





Voando sobre o oceano no través de Ubatuba, o motor esquerdo incendiou-se e a
tripulação comunicou ao controle de tráfego aéreo que tentaria fazer um pouso de
emergência na praia, iniciando uma curva para a direita, enquanto perdia altura.
De acordo com o comissário Leonard, que sobreviveu apesar das graves queimaduras
que sofreu em todo o corpo, o fogo se alastrava rapidamente, tendo sido talvez esse,
aliado às condições atmosféricas, o motivo da tentativa de pouso de emergência, pois o
DC-3 voava bem monomotor.
Com os escasos auxílios à navegação existentes na época, só no último instante os
pilotos perceberam o Morro do Papagaio que surgiu à sua frente. Na tentativa
desesperada de evitar uma colisão de frente, o Com. Igor tentou arremeter com o único
motor que tinha, para passar por cima, mas a falta de potência fez com que o avião
estolasse, batendo na mata que cobria encosta, perto do topo.
Luis Andrade Cunha, um dos únicos três passageiros que sobreviveram, apesar dos
ferimentos (os outros foram Dalva Zema e a sua filha Marlene) declarou que após o
primeiro impacto, o avião deu duas ou três cambalhotas antes de parar e que a
fuselagem separou-se das asas.
Ainda segundo Cunha, os pilotos e os passageiros sentados na frente devem ter morrido
instantaneamente, devido ao estado em que ficou a seção dianteira da fuselagem. Ele
lembrava de ter visto o comissário Leonard sair da aeronave “como uma tocha humana”
e que outros passageiros que pediam por socorro, foram morrendo enquanto esperavam
para serem resgatados.
Pouco depois da 18h30, outro avião do consórcio comunicou ter visto uma grande
fogueira na Ilha Anchieta. Somente tarde da noite, a autoridade policial da ilha
conseguiu transmitir a notícia ao Secretário de Segurança do Estado de São Paulo.
Da Ilha Anchieta partiu uma comitiva para Ubatuba para providenciar socorros
médicos, enquanto militares da FAB e funcionários do consórcio, médicos e
medicamentos eram reunidos às pressas na capital paulista para seguirem até o local do
desastre.
A ABAAC – Associação Brasileira de Aeronaves Antigas e Classicas, procurando
preservar a documentar a história da aviação brasileira, está organizando uma expedição
até a Ilha Anchieta, a fim de tentar localizar e fotografar os destroços do PP-ANX,
como preparação para um projeto ainda maior, o resgate do Junkers Ju.24 PP-BAC
“Potyguar” do Syndicato Condor, que afundou frente ao litoral Sul do Estado de São
Paulo em 7 de novembro de 1930.
Vinte e seis pessoas morreram na Ilha Anchieta naquela quarta feira, há 52 anos. Há 15
anos, conheci Leonard Steagall, que ainda ostentava as cicatrizes das graves
queimaduras que sofreu.
Foi ele quem me contou esta e outras histórias do seu amigo, o Com. Igor Konovaloff, a
quem eu teria gostado de conhecer. De não ter sido por aquela fatalidade, talvez hoje
passaríamos momentos agradáveis falando de aviões, quem sabe depois do jantar na
minha casa ou na dele, meu sogro.
Santiago Oliver – Jornalista
Editor chefe AVIÃO REVUE
Presidente da ABAAC – Associação Brasileira de Aeronaves Antigas e Clássicas
O DOUGLAS DC-3
O Douglas DC-3 foi um avião bimotor a pistão para uso civil que revolucionou o
transporte de passageiros nas décadas de 1930 e 1940.
O Douglas C-47 Skytrain, versão militar do Douglas DC-3, do qual 16.079 unidades
foram fabricadas em várias versões, foi largamente utilizado durante a Segunda Guerra
Mundial, tornando-se um dos principais fatores da vitória aliada, transportando tropas
ou paraquedistas ou como transporte de cargas. Foram produzidas numerosas variantes
utilizando diferentes motores, equipamentos ou disposição das cabines.
No Brasil operaram cerca de 200 DC-3 – 86 apenas na Real-Aerovias-Nacional.
Atualmente, existem dois Douglas DC-3 em condições de voo no Brasil, um deles de
propriedade de um empresário de Mococa, SP, e o "Rose", no Museu TAM – Asas de
um Sonho, em São Carlos, também no Estado de São Paulo, doado pela Boeing. Esse
avião preserva algumas marcas de balas, pois participou do Dia D na Segunda Guerra
Mundial. Há ainda alguns outros exemplares em exposição, entre eles o do Museu
Aeroespacial e o da entrada da VEM no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro,
o do Museu da Varig em Porto Alegre e o do Museu da Tecnologia em São Paulo.
Versões civis e militares do DC-3
Entre parênteses, as denominações utilizadas pela Royal Air Force.
• DC-3: versão inicial civil;
• C-47 (Dakota I): Versão militar inicial do DC-3;
• R4D: versão naval do C-47;
• C-47A (Dakota III): Sistema elétrico de 24 V substituindo o original de 12 V;
• C-47B (Dakota IV): Motores R-1830-90 e capacidade extra de combustível,
permitindo voar na rota China-Burma-India
• C-47D
• C-48 a C-52: Variações militares do DC-3 que entraram em serviço;
• C-53 (Dakota II): Versão para passageiros e paraquedistas;
• Showa L2D: cópia do DC-3, 487 construídos sob licença no Japão;
• Lisunov Li-2: cópia do DC-3, 4.937construídos sob licença na URSS;
• Super DC-3: versão civil aperfeiçoada, com maior capacidade de carga e com
novas asas;
• R4D-8 (C-117D na USAAF): versão naval do Super DC-3.
FICHA TÉCNICA
Descrição
Fabricante Douglas Aircraft Co.,EUA
Primeiro voo 17 de dezembro de 1935
Missão Transporte aéreo comercial e militar
Tripulação 2 pilotos
Dimensões
Comprimento 19,60 m
Envergadura 28,95 m
Área das asas 90,80 m²
Altura 4,90 m
Pesos
Vazio 7.700 kg
Máximo de decolagem 14.980 kg
Desempenho
Velocidade máxima 370 km/h
Alcance 3.420 km
Teto operacional 7.000 m (22.965 pés)
Motores
Quantidade e tipo 2 radiais
Cilindros 14 em duas estrelas
Marca Pratt & Whitney
Modelo R-1830-92 Twin Wasp
Potência unitária 895 kW (1.200 hp)




3 comentários:

Galera do Galo disse...
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Galera do Galo disse...
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Elaine Filth disse...
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