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MEMÓRIA....São lembranças , reminiscências , vivências de nossos ancestrais que permanecem vivas em nossa consciência. É ela a mediação entre o passado e o presente e garante que toda produção humana não seja em vão, tenha um sentido na construção do presente do presente. Tem ampla área de atuação: linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática, ciências humanas ou qualquer outra área gerada pelo pensamento humano. Cabe lembrar a importância da aventura que propomos para garantir a memória de nossa cidade e nossa entidade, tendo em vista as profundas alterações históricas ocorridas em nossa região, a partir da segunda metade do século XX. Mudanças que vão desde a alteração na ocupação do espaço, bem como na forma de vida e principalmente em grandes ondas de migrantes que chegam a Ubatuba e que não tiveram acesso a essas lembranças.






terça-feira, 15 de junho de 2010

HISTORIA E CULTURA....Casa de farinha - Ubatuba - SP


A mandioca é uma planta genuinamente brasileira, era a base da alimentação indígena. Depois do descobrimento do Brasil, portugueses e negros adotaram-na também como alimento de primeiríssima necessidade.
Na cultura caiçara a mandioca influenciava até em casamentos. Dizem os mais velhos que ao pedir a mão de uma donzela em casamento, o pai da moça cobrava do pretendente que, no mínimo, tivesse uma roça de mandioca com sua respectiva Casa de Farinha e seria mais certo que, se o pretendente tivesse ainda um bananal e uma canoa, a moça seria rainha.



A casa de farinha mínima, constituía de um ralador de mandioca, uma prensa de tipiti (cesto de taquara de origem indígena para escorrer o caldo) e o formo com seu tacho de cobre ou ferro, para torrar a mandioca depois de prensada, produzindo a farinha.



A industrialização da farinha iniciou-se no começo do século XVII através das fazendas coloniais. Muitas dessas fazendas, hoje em ruínas por várias regiões de Ubatuba, encontram-se abandonadas e deixando de ser mais um atrativo turístico de nossa cidade, mas como a questão histórica e cultural, estão a ver navios, Ubatuba, vai continuando no, ó...



A imagem acima é de uma maquete, criada por Dalmo Klein (já falecido), em exposição no Museu Caiçara, mostra perfeitamente uma Casa de Farinha, uma indústria polivalente que produzia outros manufaturados como: farinha de mandioca, farinha de milho, fubá, quirera, pó de café, arroz descascado, açúcar mascavo e cachaça.



Seu funcionamento, muito simples e rudimentar, permitia que fosse operado apenas pela mão de obra escrava.

Em geral as casas de farinhas eram compostas da seguinte forma: um grande galpão alto e sem paredes permitindo constante ventilação e ao mesmo tempo abrigando da chuva; na parte central, uma grande roda d’água que era movida por água em queda livre, onde sua velocidade podia ser facilmente controlada em função do fluxo de água conduzida até ela. Nessas casas, além dos artefatos para produção da farinha, havia sempre uma moenda de cana, um tacho para fazer a rapadura (açúcar mascavo) e um destilador para produção de aguardente (cachaça).

Os artefatos de uma casa de farinha são: roda d’água, lavador, monjolos, moinho, prensa, marteletes, mó, peneira, tacho.

Fazendo pela cultura e patrocinado por “nós mesmos”, o Museu Caiçara e a turma d’O Guaruçá – folclórico e alegórico, mais uma vez cumpre seu papel diante da sociedade e para o desenvolvimento turístico e cultural da cidade.

Vale a pena conhecer uma Casa de Farinha, visite o Museu Caiçara: rua Pescador Antonio Athanásio da Silva, 273 - dentro do projeto Tamar - bairro do Itaguá.



E mais informações históricas e culturais de nossa Ubatuba, vão vir por aí. Aguardem!


TEXTO DO PROFESSOR JULINHO MENDES


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