quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Por quê, Senhor!

Por Semião Leôncio Verneque

No alvorecer de uma linda madrugada,
Pelos campos orvalhados eu seguia.
Vendo as gotas de orvalho cintilantes
Que a Luz do sol brilhante refletia

E tudo aquilo ficava ainda mais belo,
A vida em cores revelando a pradaria,
Por sobre os montes fogueiras imensas,
Por sobre o vale a cerração fugia.

E num instante tudo foi se transformando,
Como se o Criador brincando fizesse uma magia.
Eu, tão pequeno contemplando o imenso,
E, encantado, uma oração fazia.

Senhor meu Deus eu te entendo agora
Ao ver a tua obra eu choro de alegria.
Se algum dia eu perder meus olhos
Permita-me lembrá-la, pois eu gostaria.

E se tudo eu perder, do tato à voz,
Ainda assim meu peito te diria
Que tudo o que me deste foi sempre tão belo
Que a minh'alma jamais esqueceria.

Porém, Senhor, eu te suplico agora
Por meus irmãos que, por insensatez, ou rebeldia,
Destroem a terra sem nenhum remorso
Plantando a treva onde a luz havia.

O egoísmo impera e a vaidade cega.
O homem age e haja covardia.
Como pode, Senhor, tanto descaso,
Tanta cobiça, tanta estripulia?

Inventam armas e fomentam a guerra,
Devastam e aniquilam em nome da harmonia,
Espalham o lixo pelos quatro cantos,
Deixando o nosso mundo em agonia.

Não sei, Senhor, quais são os teus projetos
Mas a minh'alma sempre buscaria
Preservar a vida em todos os momentos
Mesmo que a morte vindo a mim sorriria.

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