domingo, 25 de novembro de 2007

RADIO GAIVOTA , Á 1 ª COMUNITÁRIA DE UBATUBA

A Matéria abaixo sobre rádios de Ubatuba é um texto extraído livro "Ubatuba , espaço, memória e cultura" , de Juan Drouguet e Jorge Otávio Fonseca.


Outra rádio FM é a Gaivota FM, uma rádio comunitária, reconhecida pela Anatel. Fundada no ano de 2002 por Mauro Lioberali, com o nome artístico de Mauro Lauro. A faixa de sintonia é a 104,9 MHz, com 25 wats de potência, localizada no Shopping Iperoig, no centro de Ubatuba. André Felipe de Camargo é o radialista responsável pelos vários tipos de música, nacionais e internacionais, MPB e Rock. A rádio também faz a prestação de serviço para a comunidade local.

A palavra rádio é derivada de radiodifusão ou radiofonia. A radiodifusão está relacionada com a transmissão pública de mensagens e sons à distância, por meio de ondas eletromagnéticas. A linguagem do rádio se constrói na base do som e do silêncio, entretanto, é o som, a matéria – prima com a qual a rádio arquiteta sua programação. Essas mensagens sonoras funcionam como estímulos auditivos. Neste sentido, a rádio transmite imagens da realidade, comunicando sensações, emoções, sentimentos e difunde informação (Sousa, 2004:342).

A evolução histórica do rádio encontrou na cidade de Ubatuba, um lugar propício para desenvolver-se, capitalizando como mídia os remanescentes de uma cultura, fundamentalmente oral. O sistema sonoro no qual a linguagem do rádio se estabelece em Ubatuba compreende elementos como: o uso da voz, a música e os efeitos sonoros. Quando estes elementos se combinam, perde-se a unidade conceitual, por isso o efeito sensorial baseado nos princípios do ritmo, da melodia e da harmonia (Santaella, 2001:97). A interação de tais elementos no sistema de rádio estabelece um novo conceito de linguagem radiofônica. Assim, a produção de significados para uma mensagem radiofônica depende do conjunto de elementos sonoros e do silêncio. Por esta razão, a estética radiofônica resulta de uma trama na combinação desses elementos sonoros e não na particularidade de cada um deles.

A voz que consagrou reconhecidas figuras da rádio, é um dos instrumentos preferências para a veiculação de mensagens em rádio. A linguagem verbal é polissêmica e a entoação de uma mensagem exerce diferentes funções: imperativa, submissa, irada e amorosa. As características físicas da voz: ritmo, intensidade, volume e tom contribuem para que o ouvinte atribua à mensagem um determinado sentido, fruto do processo de identificação: consigo mesmo ou com um outro. A voz, em última instância, tem o poder de aproximar ou de distanciar.

A linguagem musical também tem esse poder de provocar sensações, emoções e sentimentos, com a musica podem ser recriados ambientes físicos ou psicológicos, recorrendo à aprendizagem do receptor no sentido de promover uma correta decodificação das intenções do emissor.

Os meios de comunicação social promovem efeitos significativos na população. A rádio como veiculo que incentiva a audição de noticias, música e uma variedade de programas religiosos, educativos ou de entretenimento propõem à comunidade de Ubatuba, através de sua programação, uma série de mudanças nos modos de pensar, sentir e agir, de acordo com aquilo que está de moda e que responde aos padrões mais cosmopolitas de ser no mundo de hoje. Aqui visualizamos a influência da mídia nacional e internacional no âmbito restrito da mídia regional. Entretanto, existem honrosas exceções a esta regra nos tempos de globalização, a música é um deles, no livro Ubatuba nos Cantos das Praias – estudo do caiçara paulista e de sua produção musical de Kilza Setti (1985), nele encontra-se um aspecto importante que queremos destacar sobre a cultura caiçara, o cultivo da musica como fonte de preservação da cultura tradicional. A autora afirma que o caiçara tenta, ajustar-se ao que poderia ser o mínimo inevitável de civilização, procurando preservar o máximo possível, as formas tradicionais de equilíbrio. A audição de músicas estranhas a seu repertório não impedem a prática paralela do seu repertório tradicional. Ainda que esteja havendo uma progressiva adesão aos padrões impostos pela mídia – cultura urbana, nota-se - diz a autora – uma combinação desses com os padrões tradicionais de vida.

O rádio representa para a cultura de Ubatuba uma espécie de porta – voz da informação, na qual seus habitantes podem acompanhar o acontecer do mundo em tempo real, da música como expressão do saudosismo de caiçaras, quilombolas, migrantes e imigrantes que vieram a este lugar em busca de paz e progresso, do entretenimento e do lazer como alternativa ao desgaste do cotidiano e de civilidade no que se refere às práticas ritualísticas e urbanas na configuração de uma identidade autóctone que se vê refletida na voz deste meio cujo principal concorrente é a televisão.

2 comentários:

Antonio disse...

Parabens pela Radio Gaivota de Ubatuba. Aproveito esse espaço para pedir as autoridades de Ubatuba, que façam, o quanto antes, o asfaltamento da estrada do Arariba, que em dias de chuva, vira um imenso lamaçal. Isso e indigno e humilhante para as centenas de pessoas que vivem aqui no Arariba e temos que passar por essa estrada todos os dias. Ja mandei e-mail para os nossos queridos vereadores, sem a minima resposta.

pacato disse...

A radio gaivota e uma das maravilhas de ubatuba,que pena que seu alcance de frequencia seja um pouco limitado.Quando mudei para ubatuba em 2007 no ipiranguinha fiquei preocupado porque nao houvi nenhuma radio de qualidade,logo descobri que existia so nao pegava la, que e a gaivota ainda bem que na r toyota onde moro no sesmaria pega muito bem,parabems a todos da radio pelo profissionalismo e bom trabalho. atenciosamente Nailton