quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Despejo de “lixo verde” coloca em risco áreas de preservação. Polícia Ambiental vai intensificar fiscalização

Ubatuba - Apesar das prefeituras do Litoral Norte estarem brigando por um lixão regional capaz de suportar os resíduos produzidos pela população local, está claro que o problema de gestão do lixo não está apenas na falta de um destino final.
O fato é que muitas áreas da região viraram locais de despejo, principalmente do chamado lixo verde, que é resultado das podas e cortes realizados nas casas de veraneio do litoral. Entretanto, em Ubatuba, alguns pontos tradicionais de armazenamento e recolhimento do lixo estão localizados próximos às praias e rios da cidade.
A cabeceira da ponte do rio Acaraú, no bairro do Tenório, já se tornou um ponto comum de depósito de lixo orgânico. Jardineiros e empregados de manutenção despejam o entulho verde a luz do dia. Um morador do bairro, que prefere não se identificar, afirma que neste mês chegou a questionar a ação e, recebeu como resposta dos autores, que o local era indicado pela própria prefeitura municipal.
A administração municipal, por meio da Secretaria de Obras, que é responsável pela retirada, argumenta que a remoção do entulho do bairro acontece quinzenalmente, porém não orienta nenhum local específico. A área, na margem do Rio Acaraú, é considerada de preservação permanente pela legislação ambiental, entretanto, nem a polícia, nem o Ministério Público e nem a prefeitura parecem perceber a irregularidade, tendo em vista que o local já se tornou tradicional receptor.
O ambientalista Hugo Gallo Neto ressalta que o lixo verde jogado em rios se torna um grande aliado na poluição da água, pois os galhos e arbustos seguram todos os outros resíduos, que não conseguem ser escoados naturalmente pelas correntes, diminuindo inclusive o fluxo e velocidade do rio, alterando diretamente o meio ambiente. Ainda no Tenório e próximo ao mesmo rio, fica localizado um espaço de depósito de lixo produzido no condomínio fechado do bairro.
Anteriormente eles eram colocados em grandes caçambas evitando o contato direto com o solo e conseqüentemente com o lençol freático, mas atualmente uma grande quantidade de sacos fica despejada no chão e na mata próxima. A falta de caçambas também está causando dano ao meio ambiente na Praia Vermelha do Centro, ao lado do Tenório. Na entrada principal da praia a caçamba enferrujou e foi retirada.
Porém, o acúmulo de lixo continua e agora ficando exposto aos cachorros e gatos e aos catadores da região. Os resíduos acabam se espalhando e, com a água da chuva que, desce do morro bem sobre o lixo, escorrendo diretamente para o mar. Wilson, o dono do quiosque da Vermelha, ressalta quede nada adianta a força local de manter a areia limpa se a falta de estrutura da limpeza prejudica a praia e a água do mar. ”Isso é ruim para o meio ambiente, é ruim para a cidade, é ruim para o turismo. As autoridades precisam agir nesta questão”, completa Wilson.
O ambientalista e morador do bairro, Hugo Galo, ressalta que o depósito de lixo em locais não preparados é uma falha cultural do município e cobra das autoridades a elaboração de áreas impermeabilizadas com concreto e caçamba, ambientalmente preparadas par receber o lixo humano e orgânico.
Caso de Polícia - A Polícia Ambiental foi comunicada do fato pelo Jornal Imprensa Livre e ressalta que jogar lixo orgânico em área de preservação permanente, como margens de rios, é crime e prometeu uma melhor fiscalização na ponte do Rio Acaraú, no Tenório. Entretanto, alguns moradores ressaltaram que o despejo do lixo acontece à luz do dia e já viram viaturas passando pelo local, sem questionar o porquê do acumulo de entulho verde no local. (Fonte: Imprensa Livre)






Comunidade em ação – Projeto que vem para ficar


A partir do mês de agosto, toda 1ª semana do mês, acontece o mutirão de limpeza em todo o bairro do Rio da Prata, através de sua associação de bairro, visando extinguir focos e criadouros de mosquito e ratos.
Foi feito pela associação, com certa dificuldade, folheto explicativo sobre o projeto, e entregue de porta em porta, convidando o povo e conscientizando sobre o valor do meio ambiente limpo e saudável para a saúde das pessoas, além de um visual mais bonito para o bairro e o valor do trabalho coletivo.
Também é recolhido óleo usado no bairro e feito sabão que é distribuído aos participantes interessados. Há ainda o aproveitamento de material reciclável como jornais, revistas, garrafas plásticas, que a própria associação usa, ensinando artesanato na comunidade para jovens adultos e crianças.
Após a catação e separação do material recolhido, o restante é vendido e o lucro é repartido entre os participantes do dia, num incentivo ao catador.
A Associação espera contar sempre com a ajuda das Secretarias de Meio Ambiente e da Saúde, na ajuda de material descartável para a coleta (luvas grossas, sacos). Também há necessidade de container para o depósito do material, o que facilitaria mais a coleta.
A associação ressalta a importância do trabalho, visto a grande quantidade de material que foi recolhido de bueiros entupidos, rios, valetas, terrenos baldios, etc.
Enfim, uma comunidade humilde que serve de exemplo a Ubatuba.


Maria do Carmo
Rio da Prata, Ubatuba, SP

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